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NeoSticker - porque todos tem direito à luz

por Giovana Ribeiro Ferreira | MG - Brasil
Descrição do Projeto

O NeoSticker é um adesivo auto-colante (que tem como co-inventadora a líder deste projeto) que consegue pela simples mudança de sua cor avaliar a eficiência da fototerapia neonatal. A fototerapia neonatal é um tratamento pelo qual 300 000 (trezentos mil) neonatos passam todos os anos apenas no Brasil, e que por dificuldades técnicas em seu monitoramento na maioria das vezes é realizado de forma ineficiente. Esta ineficiência pode levar ao desenvolvimento de sequelas como perda auditivas, perdas visuais, dificuldade em sustentar o corpo, paralisia cerebral e até mesmo óbito, em uma síndrome conhecida como kernicterus. No Brasil há grupos de mães no facebook, cujos filhos foram atingidos pela síndrome e na maioria das vezes não sabiam da gravidade da situação, os relatos são impressionantes, visitem o grupo https://www.facebook.com/groups/atingidosPorKI/?fref=ts.

Dessa forma, estamos buscando desde 2014 colocar esses dispositivos, desenvolvidos por anos de pesquisa na Universidade Federal de Ouro Preto no mercado. Os adesivos apresentam baixo custo e são capazes de monitorar todo o tratamento informando periodicamente quando é necessário a realização de intervenções para a melhoria da eficiência, tudo isso de forma bastante simples podendo ser acompanhado por enfermeiros ou até pelos próprios pais do neonato. O kernicterus não tem cura, mas é totalmente prevenível com um tratamento eficaz, este projeto beneficiará os 300 000 recén-nascidos que passam anualmente por fototerapia no Brasil e diminuirá a chance de que eles desenvolvam sequelas irreversíveis e que poderiam ser facilmente evitadas.

Dessa forma, apresenta enorme cunho social e é indispensável para reduzirmos a morbidade e mortalidade infantil, um dos desafios do milênio proposto pela ONU.



Descreva o seu projeto em uma linha

Adesivos que monitoram a eficiência da fototerapia neonatal de forma simples e barata e podem reduzir morbidade e mortalidade infantil.



O que o mundo perde se o seu projeto não existir?

Se este projeto não existir continuaremos vendo casos de Kernicterus e de crianças que não andam, não escutam perfeitamente, não enxergam perfeitamente, não sustentam seus próprios corpos, tem parasilia cerebral sem perda cognitiva e que poderiam não ter nenhuma dessas sequelas... Se este projeto não existir continuaremos a ter relatos como estes: "... quando tivemos alta minha mãe que estava no quarto falou com a pediatra que ele parecia meio amarelo. Aí então ela disse que ele estava com uma leve icterícia e que era só a gente levar ele pra casa e colocar no sol todo dia de manhã que ia melhorar. A gente podia esperar até uma semana se não melhorasse era pra avisar ao hospital. Aí começou o meu calvário, pois a icterícia não melhorou. Pelo contrario evoluiu no terceiro dia dele em casa, no quinto dia de vida dei entrada com ele no hospital (...) Cheguei com ele em um semi coma, não ria, não chorava e não queria mamar,tinha no olhar uma expressão de ausência, ele não tava mais ali... Que dia triste, acho que gastei metade das lagrimas de uma vida naquele dia. (...) Ele estava quase morrendo e a médica foi com ele direto pra UTI neonatal (...) foi colocado no berço aquecido com 4 aparelhos de fototerapia. A médica me disse: ele já teve danos no cérebro. *" Maria, mãe do Gabriel** "No 4º dia de vida, nosso menino começou ficar "amarelinho" (icterícia), ah... basta tomar banho de sol. Mas que nada, não adiantou e então retornamos ao hospital onde entreguei o meu filhote quase morto. (...) Ele teve q fazer exo-sanguinea transfusão e no mesmo dia da exo, ainda teve pico de 34 (teor de bilirrubina). Depois passou por mais uma exo, dieta zero, UTI... haja sofrimento... (...) Tempos depois na rede Sarah o diagnóstico foi dado: seu filho tem Paralisia Cerebral. Aí a ficha caiu, foi um chororo só. *" Ana, mãe do Rafael** "Em virtude de alta precoce sem resultado do teste sanguíneo meu filho retornou ao hospital no quarto dia de vida com a bilirrubina a 37 por incompatibilidade sanguínea não diagnosticada. Recebeu transfusão sanguínea e fototerapia. A partir de então está sendo acompanhado por neurologista, otorrinos, fonoaudiólogos, pedagogos e fisioterapeutas pelo risco das sequelas.*" Ester, mãe do Miguel** *Trechos adaptados de depoimentos enviados à lider deste projeto por mães cujos filhos desenvolveram kernicterus ** nomes fictícios Ressaltamos ainda que erros durante a fototerapia neonatal tem sido relatados na literatura em outros países europeus, americanos, africanos e asiáticos, sendo então um problema global. Dessa forma temos a oportunidade de ajudar neonatos de todo o mundo.



Qual o plano de distribuição para o seu projeto? Como você alcançará usuários ou clientes?

A empresa busca como clientes hospitais e maternidades, especialmente públicos e vinculados a planos de saúde. Os hospitais seriam nossos clientes e os usuários os neonatos em tratamentos nestes hospitais. O interesse por hospitais públicos e planos de saúde se dá devido ao alto custo de o tratamento de uma criança com kernicterus severo (cerca de 1 milhão de dólares anuais - dados da literatura médica) que inclui remédios, aparelhos médicos para uso permanente, internações, tratamentos para desenvolvimento motor fonaudiológico, etc. Dessa forma, a ocorrência de um único caso custa ao governo ou a um plano de saúde um valor superior à prevenção de todos os neonatos. Dessa forma, o projeto se mostra além de importante, economicamente viável aos clientes, além de apresentar outros benefícios adicionais. Mais recentemente também buscamos como parceiros, empresas que produzem fraldas para recém-nascidos, visto que um grande número dos recém-nascidos passam por tratamento fototerápico, as fraldas podem ser produzidas com o sensor incluso. Este projeto envolve a área de dispositivos vestíveis e seria tecnicamente viável em curto prazo devido à experiencia da equipe em desenvolvimento tecnológico.



Conte-nos sobre um desafio que você viveu com o seu projeto e como ultrapassou esse desafio

Nosso maior desafio ainda está sendo vivido. É transformar uma tecnologia desenvolvida desde seus primordios por uma universidade brasileira, com patente brasileira, pela qual tivemos que estudar muito sobre química, física, neonatologia, engenharia de materiais e transformá-la em um produto útil para a sociedade (nosso maior sonho). Estamos ultrapassando este desafio, sem deixar nosso desenvolvimento tecnológico de lado, mas nos capacitando como empreendedores, participando de diversas capacitações, contatos com grandes empresas e aproveitando todas as oportunidades que possam contribuir para nosso objetivo.



Sobre a equipe
Portfólio | Site:
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Team Leader
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Desenvolvimento Tecnológico
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Gerente de Propriedade Intelectual
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Gerente de negócios